Ler música (e tocar lendo)

Ao que parece, a coisa sempre funcionou. De uma maneira ou de outra, desde muito tempo, pessoas se juntam para tocar – em geral música de concerto, nesse caso – e vão lendo, cada uma sua partitura, virando suas páginas conforme é necessário e a coisa sai. Então qual o problema que isso aqui propõe resolver?

Sinceramente, não sei… Acho que, potencialmente, abre espaço para repertórios mais complexos (ainda) do que temos agora, pois quem rege controla totalmente a virada de páginas, desobrigando quem está com o instrumento na mão de ter que cuidar disso.

A pergunta, no entanto, é: estamos buscando repertórios ainda mais complexos? Mais uma vez, não sei. Acho que a música tende atualmente a caminhar em outras direções.

Não falo de simplificação, não é isso – até porque nesse aspecto são muitas as direções simultâneas que vejo serem tomadas -, mas tenho a impressão de que, se a noção de vanguarda ainda faz algum sentido, ela há algum tempo já não aponta para o complexo, mas para a exploração do domínio sonoro.

De qualquer maneira, o programa não fala em nenhum momento de qualquer coisa que ele possa oferecer para a execução musical além do que já se tinha pelo método “analógico”, isto é, o braço…

  • próximo texto em 10/03/16

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